Existem centenas de idiomas com texto escrito, mas quase nenhuma tradução disponível. Isso cria uma pergunta para quem treina modelos de linguagem: quando o modelo aprende um idioma a partir de texto sem tradução, ele se apoia em um idioma parecido ou nas letras que já conhece? Segundo um preprint publicado no arXiv, esses dois fatores costumam andar juntos, o que dificulta separá-los. Os autores tentaram fazer essa separação.
O que o estudo fez
O sistema testado se chama GlyphMind. Ele é um vision transformer sem tokenizador, ou seja, lê o texto como pixels, o que permite exibir qualquer frase em qualquer escrita. Antes de tudo, ele foi treinado para alinhar traduções em 27 sistemas de escrita. Depois, foi adaptado a textos em lao, um idioma e uma escrita que ele nunca tinha visto, sem traduções disponíveis.
O resultado citado pelos autores é que o modelo recuperou traduções para o inglês sete vezes mais do que a linha de base simples mais forte. Segundo o resumo, o ganho veio do alinhamento com a escrita conhecida, e não da semelhança entre línguas.


