Modelos de linguagem de grande porte (LLMs) são apontados como ferramentas promissoras para a descoberta científica, mas uma pergunta básica segue sem resposta clara: o que torna essa descoberta confiável? Um estudo publicado no arXiv propõe investigar a origem dessa capacidade nos dados de treinamento, com foco nos chamados monofatos, ou seja, fatos observados uma única vez durante o treino.
O que são monofatos
De acordo com o resumo, os autores tratam o problema como uma questão de "massa de probabilidade faltante" e defendem que os monofatos determinam a capacidade de descoberta. Em termos simples, a hipótese é que o modelo não produz novidades apenas a partir do que é repetido com frequência no treino, mas também a partir do que apareceu raramente.
Como o estudo testou a ideia
Os pesquisadores alteraram diretamente a taxa de monofatos em conjuntos de treinamento, em duas áreas: ciência de materiais e genômica regulatória. Segundo o texto, mais monofatos produziram consistentemente mais descobertas. O resultado apareceu em duas famílias de modelos de pesos abertos, com diferentes estratégias de amostragem e diferentes orçamentos de raciocínio.


