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Pesquisa propõe transformar buscas repetidas de RAG em memória interna do modelo

Por · Publicado em · 3 fontes citadas

Em resumo

  • Um preprint no arXiv descreve o ResMem, método que ensina um LLM a guardar conhecimento já recuperado de fontes externas, reduzindo o armazenamento necessário e mantendo ou melhorando as respostas.
  • Segundo os autores, a técnica reduz em 94,7% o armazenamento usado para construir o professor em um subconjunto da Wikipedia.
  • Modelos de linguagem grandes (LLMs) costumam errar em perguntas factuais que estão fora do que aprenderam no treinamento.
Circuit Board (260854457)
Foto: Circuit Board (260854457) / Wikimedia Commons · CC BY-SA 3.0 · imagem ilustrativa

Modelos de linguagem grandes (LLMs) costumam errar em perguntas factuais que estão fora do que aprenderam no treinamento. Uma saída comum é a geração aumentada por recuperação (RAG, na sigla em inglês), em que o sistema busca textos externos antes de responder. Segundo o resumo do artigo, essa abordagem ajuda o modelo, mas aumenta os custos de armazenamento e de inferência. Um preprint publicado no arXiv, com o título From Lookups to Lessons, propõe uma forma de reaproveitar essas buscas sem refazê-las a cada pergunta.

A ideia central

De acordo com os autores, a técnica consiste em destilar informações já recuperadas em uma memória paramétrica, isto é, em parâmetros treinados que ficam dentro do próprio sistema. Assim, a informação pode ser reutilizada sem nova consulta online. Segundo o texto, métodos anteriores treinam essa memória para imitar o buscador, o que premia previsões independentemente corretas, mas que nem sempre melhoram o resultado final quando combinadas com as respostas que o LLM já produz.

F1 média por token em cinco conjuntos de perguntas e respostas
Ver os dados em tabela
F1 média por token em cinco conjuntos de perguntas e respostas
F1 média por token %
LLM congelado32,83
ResMem34,48

Fonte: From Lookups to Lessons: Turning Retrieved Knowledge into Parametric Memory

O ResMem, nome dado ao método, funciona assim, de acordo com o resumo: o LLM lê os textos recuperados offline e gera alvos para treino. Esse desenho dispensa o armazenamento de grandes volumes de representações de tokens, que outras abordagens, como a MLP Memory, exigem em bases de vizinhos mais próximos (kNN). A memória aprende um ajuste aditivo sobre as previsões do modelo, alinhando-as à distribuição do professor.

Números informados

  • Em um subconjunto da Wikipedia, o armazenamento retido para construir o professor caiu 94,7% em relação ao pipeline kNN avaliado.
  • Em cinco conjuntos de perguntas e respostas, a F1 média por token subiu de 32,83% (LLM congelado) para 34,48%.
  • O método quebra 21% menos respostas corretas do LLM do que uma memória treinada com kNN.

Os autores afirmam que os resultados validam a tese de tratar a recuperação como um recurso de aprendizado. O código e os pesos do modelo estão disponíveis, segundo o artigo, no GitHub e no Hugging Face, com a versão do modelo baseada no Mistral-7B-v0.3.

O que ainda não está claro

O resumo não identifica os cinco conjuntos de perguntas e respostas usados nos testes, e trata-se de uma primeira versão (v1) ainda não validada por revisão externa, pelo que se pode ler na fonte.

Fontes

  1. From Lookups to Lessons: Turning Retrieved Knowledge into Parametric Memory (arXiv:2611.00450)
  2. Código do ResMem (GitHub)
  3. Pesos do modelo ResMem-Mistral-7B-v0.3 (Hugging Face)

Este texto foi produzido com apoio de inteligência artificial a partir das fontes acima e revisado segundo a nossa política editorial. Encontrou um erro? Peça uma correção.

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